As flores começavam a cair, mas não era fim da primavera ou mesmo o começo de um outono. Eu lembro de quando elas ainda estavam nascendo e de como demorou. Ficou tudo perfeito e todas as pessoas que olhavam diziam: "Elas vão ficar ai para sempre" - É, eu também achei isso.
Não deu tempo nem de vê-las desmancharem, elas foram de vez murchas. Vendo aquelas bonitas flores no chão, caídas e sem nenhuma cor, era de partir qualquer coração. Mas o que poderia eu fazer? Só me restava olhar para elas e lembrar do passado. Eu lembrei de quando deitávamos pela grama e corríamos dentre as flores. Eu lembrei das promessas ditas ali e dos sorriso depois de "eu te amo". Eu lembrei das promessas quebradas, principalmente essa de que as flores não iriam murchar. Agora nenhuma promessas me importa a não ser que seja cumprida.
Foram momentos bons que talvez nunca saiam de mim, mas se um dia sair, eu quero que vá para bem longe, que eu possa substituir de uma maneira que nada mais me importe. - Você beijava meu rosto e eu bagunçava seu cabelo. Eramos duas coisas inseparáveis. Nunca estávamos longe, estávamos pregados pelo coração. Foi o dia que eu me senti longe e triste diante de sua companhia. Não estávamos mais pregados pelo nosso coração. Acho que você não sabia o quanto dói e eu me pergunto se você já se passou por isso. Ninguém, nem eu, saberia de dizer de um garoto que simplesmente morreu. Morreu de dizer "eu te amo". Morreu de fazer promessas. Morreu de fazer acreditar. E morreu de amar.
Que amor é esse que acaba? Não, não acaba. As flores murcham, eu creio, mas não são como o amor. É por isso que eu digo e repito: Há muita gente que não sabem o que é o amor e tem outras que fingem que sabe.
Mas ainda tinha uma flor. Lembra daquela que chamamos de coisas boas? Pois é, ela ainda está comigo, em cima do meu piano. E vai continuar lá. Pra eu olhar pra ela e querer destruí-la. Mas eu não vou fazer isso porque um dia você vai olhar pra trás e ver o quanto estava errado e eu vou te dar essa flor pra você, pro resto da sua vida, sentir a dor que eu senti.
Autora: Katlyn Neris
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